Óculos inteligentes entram na mira de governos e empresas preocupados com privacidade

Governos e empresas analisam novas regras para impedir que dispositivos com câmeras e microfones sejam usados para registrar pessoas ou informações sem autorização.

Oct 8, 2026 - 14:39
Óculos inteligentes entram na mira de governos e empresas preocupados com privacidade

Governos, tribunais e empresas de diferentes países estão avaliando restrições aos óculos inteligentes diante de preocupações com a privacidade.

A tecnologia, popularizada pelos modelos Ray-Ban da Meta, permite fotografar, gravar vídeos e captar áudios. Autoridades temem que os dispositivos sejam usados para registrar pessoas ou informações confidenciais sem consentimento.

Austrália

O governo federal avalia proibir o uso de óculos inteligentes com câmeras em locais de trabalho públicos por razões de privacidade e segurança.

Reino Unido

Tribunais da Inglaterra e do País de Gales proibiram o uso de óculos inteligentes da Meta por causa das restrições à gravação de imagens e vídeos nas cortes.

Cinemas britânicos também estão adotando regras para proibir ou limitar o uso de dispositivos com câmeras.

União Europeia

Autoridades europeias de proteção de dados e parlamentares estão analisando os riscos dos óculos inteligentes.

O Comitê Europeu de Proteção de Dados encomendou um relatório sobre a "aceitação social" da tecnologia. Uma eurodeputada também pediu que a Comissão Europeia avalie possíveis medidas.

Noruega

O governo pretende propor uma proibição temporária de óculos com inteligência artificial em locais públicos de grande circulação, como parques, praias, museus, centros comerciais e eventos.

Em agosto, Oslo, capital do país, proibiu o uso de óculos inteligentes nas escolas.

Estados Unidos

O Sistema Judiciário Unificado de Nova York proibiu os óculos inteligentes em todas as suas instalações desde 20 de julho.

A regra vale para óculos de grau e sem grau e acessórios com câmeras, microfones, computadores ou outras tecnologias capazes de gravar áudio e vídeo.

Visitantes precisam entregar os dispositivos aos funcionários dos tribunais antes de entrar.