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Mercedes e Ferrari precisam focar na F1 2023, mas com incerteza de sucesso em mente – Grande Prêmio

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Max Verstappen soma 335 pontos no Mundial de Pilotos da F1 2022, 116 à frente de Charles Leclerc, segundo colocado. Na tabela de Construtores, a Red Bull tem placar de 545 a 406 contra a Ferrari. Não restam dúvidas, portanto: com seis corridas para o fim da atual temporada, os dois campeonatos já têm dono. É inegável.
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Assim sendo, Ferrari e Mercedes nada mais disputam, competitivamente, em 2022. Mas desistir da temporada não é uma opção, lógico. Até porque é neste ano que as bases para 2023 serão estabelecidas — tendo em vista um regulamento que perdura até 2026.
As novas regras da Fórmula 1 para esta temporada permeiam as decisões futuras da escuderia italiana e da equipe alemã — especificamente delimitadas nesta análise. O grande culpado tem nome e sobrenome: o reduzido teto de gastos da categoria para esta remodelada era técnica.
Já que não restam alternativas, Ferrari e Mercedes precisam já apostar no futuro. Mas o menor limite orçamentário coloca uma pedra no sapato. Não adianta testar, testar e testar: uma hora, o dinheiro para isso vai ficar indisponível. O que resta, pois, é depositar as fichas em elementos do carro que possam deixar algum tipo de legado para 2023 e adiante.
Se rasgar os conceitos atuais de F1-75 e W13 está fora de cogitação, o foco é mesmo em fazer uma pré-temporada já nesta reta final de ano. Mas o que Ferrari e Mercedes precisam ter em mente é que planejamento não significa sucesso. E o maior exemplo disso está na cara de todo mundo.
Voltemos ao primeiro parágrafo desta análise. É a Red Bull quem domina a temporada de 2022 da Fórmula 1, certo? Mas é de conhecimento geral que a equipe taurina pouquíssimo se concentrou no carro deste ano — visto que encarava, em 2021, uma verdadeira guerra com a Mercedes.
A surpresa com a atual temporada de sucesso é, inclusive e acima de tudo, interna. Com a palavra, o chefe taurino na F1, Christian Horner.
“Se tivessem me dito antes do Natal do ano passado que, após a maior mudança de regras dos últimos 40 anos e depois do esforço que fizemos no Mundial passado, teríamos agora oito vitórias, duas vitórias em sprint races e uma vantagem de 63 e 82 pontos no campeonato (de Pilotos e Construtores, respectivamente), teria superado os meus sonhos mais insanos”, admitiu, após o GP da França deste ano, em julho.
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“Isso é um indicativo da determinação, dedicação e trabalho árduo nos bastidores da fábrica. Vemos uma Ferrari muito competitiva este ano e uma Mercedes ganhando impulso. Mas quando se leva em conta que fomos a última equipe do grid a começar a focar inteiramente nesta temporada, fizemos um trabalho fenomenal”, exaltou.
Horner explicou e explicou bem. A via de regra para a Red Bull seria estar, talvez, como a Mercedes: com um carro ruim no início da temporada mas que, ao longo do ano, passasse a evoluir dada a capacidade da equipe. Não foi o que aconteceu — os taurinos, de maneira improvável, logo ‘de cara’ mostraram um RB18 extremamente veloz e confiável.
Além da genialidade de Adrian Newey e do mérito pelo trabalho feito em Milton Keynes, a dominância energética passa outra mensagem: a de que planejamento, por si só, não garante nada. Mas é necessário, evidentemente — e é o que resta a Ferrari e Mercedes agora.
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